quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quem ama, identifica!



Um descuido, um portão aberto, uma fresta na janela
... Basta um segundo de distração e você terá muito, muito tempo para lamentar a perda de seu querido amigo.
Perder um animal de estimação é uma experiência dolorosa. Quem já passou por ela conhece bem esse misto de tristeza, dor e impotência.
Todo animal deve usar uma identificação visual (plaqueta) e uma permanente (microchip)
Identificar o cão ou o gato é uma atitude fundamental do guardião responsável.
Durante décadas, a identificação e o registro de nossos amigos de quatro patas foram feitos unicamente por meio de plaquetas com nome e telefone ou por tatuagens. Mas a partir da década de 1990 isso mudou, com a utilização do microchip em países como a Inglaterra.
A plaqueta na coleira permite saber à distância que o animal possui um registro, ou, no mínimo, que tem alguém responsável por ele. É um ato muito simples, mas que pode significar a diferença entre ter o bicho de volta em segurança ou perdê-lo para sempre.
Mesmo dentro de casa, seu pet deve sempre usar coleira e plaqueta. Cães podem até usar um colarzinho com a plaquinha mas os gatos precisam de coleiras próprias, feita de material elástico, que são confortáveis e evitam o enforcamento.
De plástico, de metal, de ouro, de prata, redonda, coração, ossinho, peixinho. Existem inúmeros modelos de plaqueta, uma delas será perfeita para o seu pet. Saiba mais >>>
A identificação por microchip é a maneira mais completa de garantir reencontros felizes e ainda auxilia programas  municipais de controle da população e do abandono de cães e gatos –grandes desafios do século XXI.
O chip é um um dispositivo eletrônico de comunicação(*), encapsulado em vidro cirúrgico e do tamanho aproximado de um grão de arroz, com uma numeração inalterável – como uma impressão digital. É uma identificação definitiva e não necessita manutenção, o que reduz muito o custo do investimento, sem mencionar a dor de perder um amigo.
(*) o microchip não é um localizador (GPS)
Além de facilitar o retorno do animal perdido, o uso do microchip aliado ao registro no órgão de controle de zoonoses de sua cidade é a única forma legal de comprovar a propriedade em casos de roubo do animal ou de autuar proprietários irresponsáveis. Cabe lembrar ainda que a identificação por microchip é obrigatória em viagens internacionais, medida utilizada também por criadores de raças para comprovarem o pedigree do animal.
A aplicação é simples e indolor, feita com uma seringa especial pelo médico veterinário. Nada de anestesia geral e animais desmaiados por horas.
A importância da medida é uma unanimidade entre os técnicos do setor. A Secretaria da Saúde de São Paulo há tempos tem declarado que um registro nacional de cães e gatos é a melhor ferramenta para se conhecer, dimensionar e monitorar esses animais, especialmente no planejamento das políticas de saúde pública e controle de zoonoses. Serviria também para se conhecer e avaliar os proprietários, responsabilizando-os quando necessário, no caso de negligência, abandono ou, ainda, danos a terceiros.
BENEFÍCIOS DA IDENTIFICAÇÃO PARA VOCÊ E SEU PET
  • ·         Retornar para casa no caso de perda ou acidentes.
  • ·         Comprovar propriedade no caso de roubo ou ações judiciais.
  • ·         Diferenciar dos bichos que se encontram em situação de abandono.

BENEFÍCIOS DA IDENTIFICAÇÃO PARA A SOCIEDADE
  • ·         Conhecer, dimensionar e monitorar os animais, auxiliando no planejamento das políticas de saúde pública;
  • ·         Conhecer e avaliar os proprietários, responsabilizando-os quando necessário no caso de negligência, abandono ou ainda, de danos a terceiros;
  • ·         Garantir um maior domínio no controle de doenças, campanhas de vacinação e também a localizar e a devolver animais perdidos a seus proprietários.

·    Publicado pela Arca (http://www.arcabrasil.org.br)

História verdadeira – Após o tornado.


A história começa quando os voluntários encontraram este pobre cão a quem deram o nome de Ralphie.
Ralphie, assustado e esfomeado, juntou-se aos seus salvadores.
Pensávamos que nada sobreviveria após isto...
mas estávamos enganados
Esta pequena 'senhorita' também sobreviveu à desgraça
Aqui está ela já acomodada no carro - assustada mas segura.
e eles já não estão sozinhos
Ficam amigos instantaneamente, confortam-se um ao outro no carro
Depois, mais dois beagles encontrados. E vem também este gato !
Um novo viajante para juntar à turma...
(nota: o gato entra direto para o banco traseiro, como que necessitando de aconchego... )
E agora, como é que isso vai funcionar???
Cães e o gato juntos???
(e lembrem-se: eles são todos estranhos uns aos outros)
Se a humanidade pudesse aprender lições tão valiosas como esta!
Lições de amizade instantânea - de paz e solidariedade.
De harmonia pela via do respeito mútuo, sem olhar a cor, raça ou religião!
Esses bichinhos nos dizem: “O que interessa é que estamos vivos e não estamos sós”.
Sim, é com certeza isso!
Por isso... viva, ame, ria.
A vida é um presente...
Desembrulhe- o!

“Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade” .
Leonardo da Vinci (1452-1519)

Inaugurado há pouco mais de um mês, único hospital público para cães e gatos do Brasil será ampliado



Fernanda Cruz
Marcelo Camargo/ABr
O único hospital veterinário público do Brasil, destinado a cães e gatos, foi inaugurado há 41 dias na capital paulista e já anuncia a ampliação do espaço físico. O novo prédio, que fica a 200 metros do antigo, se somará ao já existente para que a equipe do hospital eleve a quantidade de atendimentos em 20% a 25%.
De acordo com o diretor administrativo do hospital, o médico veterinário Renato Tartália, tanto para o novo espaço físico quanto para a elevação do número de animais atendidos, não haverá aumento no repasse de verbas. O convênio estabelecido entre a prefeitura e a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclivepa-SP) garante R$ 600 mil mensais por um período de um ano.
O custo do aluguel do novo prédio, segundo o diretor, será de R$ 9 mil por mês. Com a ampliação, o hospital passará a ter salas para doenças exclusivas de felinos - endocrinologia, oftalmologia, odontologia - mais duas salas de cirurgia. Tartália conta que o prédio trará um novo fôlego para o trabalho do hospital.
“A unidade atual é bem desconfortável para as pessoas, para os animais e, principalmente, para os veterinários e funcionários que trabalham praticamente 12 horas em condições difíceis”, disse.
Por mês, o hospital, que fica no Bairro do Tatuapé (zona leste), atende aproximadamente mil novos casos. No total, são 25 veterinários que se dividem em 40 atendimentos, em média, por dia. A unidade, na verdade, teria capacidade para prestar apenas 33, conta Tartália.
Todos os dias pela manhã, às 8 h, uma fila de cerca de 25 pessoas se forma em frente ao hospital. São distribuídas senhas e a gerente de atendimento faz a seleção dos casos mais graves, que passam direto pela triagem. Os demais casos são chamados conforme o grau de urgência. Pela tarde, o hospital atende somente casos de emergência, que representam, na maioria, atropelamentos. No mínimo, são atendidos cinco bichos por dia vítimas de atropelamento.
Mesmo diante das dificuldades em atender a alta demanda, a equipe do hospital busca manter o padrão nas consultas. “A maioria dos animais, de 80% a 90%, já faz exames completos logo na primeira consulta. Hemograma, pressão arterial, glicemia”, conta o diretor do hospital.
Para conseguir o atendimento, os donos dos bichos de estimação precisam ser moradores da cidade de São Paulo, além de beneficiários dos Programas Bolsa Família, Renda Mínima ou provar que não têm condições financeiras de arcar com consultas e tratamentos veterinários. Para isso, a pessoa passa por uma entrevista com a assistente social, que fica todos os dias na unidade, das 7h às 16h.
O programa é voltado apenas para a população de baixa renda. O diretor faz um apelo:“aqueles que podem pagar, continuem indo ao seu veterinário e deixem as vagas para os que não podem.”
O público, de acordo com Tartália, além de não dispor de dinheiro para levar seu bicho de estimação a uma clínica particular, é o que mais precisa de orientação do hospital público. Nas periferias da cidade, conta ele, os animais ficam soltos e raramente são vacinados e castrados. Isso eleva os índices de reclamações feitas pelo número 156, da prefeitura, para que cães e gatos sejam apreendidos e levados ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
“Em 2001, foram 14 mil telefonemas. Isso não é aceitável, esse número é uma vergonha, não condiz com o status que a cidade de São Paulo tem perante o país e o mundo”, disse.
Cristiane Cerqueira Santos teve seu bichinho atendido no hospital. A auxiliar de limpeza chegou na unidade com Barbie, uma cadela de 1 mês e meio de vida, que nunca conseguiu andar. “Eu vejo ela se arrastando pelo chão e sofro junto”, conta. No hospital público, Barbie passará pelo exame de raio-x para que os veterinários definam se ela será operada ou se precisará de uma cadeira de rodas para cães.
Outra cadelinha que passa por tratamento no hospital é Meg, de 3 anos. A dona, a aposentada Maria da Glória Tozato, leva o animal todos os dias, há quase um mês, para tratar uma infecção nos rins. Meg foi uma das primeiras pacientes a receber atendimento. “Se eu tivesse que pagar por isso, nunca conseguiria”, disse Maria.
O hospital atende das 8h às 18h, de segunda a sábado, na Rua Professor Carlos Zagotis, Número 3, no Bairro Tatuapé, em São Paulo.