sexta-feira, 31 de julho de 2009

Adotar é bom. Com selo de garantia, fica ainda melhor

O tema do momento envolve muito mais do que apenas levar um animal abandonado para casa

A adoção, importante atitude para enfrentar o problema dos animais em estado de abandono, tem sido assunto freqüente da mídia nas últimas semanas. Comerciais em horário nobre e reportagens sobre cães e gatos sem lar nos principais canais de TV aberta sempre alcançam grandes índices de audiência.

A atenção que o tema vem recebendo da mídia é um fato encorajador e pode fazer a diferença desde que os devidos cuidados sejam tomados. É difícil, mas até o mais dedicado protetor animal admite que uma adoção por impulso pode piorar o quadro de abandono ao invés de melhorá-lo.

Entre o conjunto de medidas que devemos considerar antes de levar um peludo para casa, providenciar a sua castração é essencial. São justamente as crias não planejadas que geram o quadro de superpopulação e perpetuam o ciclo de abandono. Veja abaixo este e outros elementos fundamentais para uma relação saudável e para toda a vida.

Comece por verificar se o animal foi triado por um veterinário, se recebeu as vacinas anti-rábica e V-8 e se foi vermifugado. De acordo com a Lei Municipal Nº 14.483/07 (São Paulo), todos os animais devem ser castrados antes de serem doados. Tudo isso pode justificar o fato de alguns protetores pedirem uma quantia destinada a cobrir os que gastos nesses procedimentos.

Procure conhecer a personalidade do animal antes de tomar a sua decisão. “O ponto de partida para a escolha do cão certo pode começar com as perguntas: ‘Que tipo de família somos?’, ‘Quantos adultos, idosos e crianças convivem na casa?’ e ‘Qual nosso estilo de vida?’”, explica o educador e perito em comportamento animal, Dennis Turner. Conversar com a pessoa que colocou o bichinho para adoção e observar as raças ou misturas dos peludos, também pode trazer algumas dicas sobre suas características.


Adoção com “selo de qualidade”
Adotar um cão ou gato de um veterinário é a garantia importante na hora de levar um animal para um novo lar. Pensando nisso, em uma iniciativa inédita, a ARCA Brasil reuniu os Veterinários Solidáriosque, em um gesto responsável, encontram tempo em suas rotinas para colaborar com a adoção de animais sem um lar. Estes profissionais diferenciados levam a letra “A” ao lado de seus nomes aqui nesta lista. Para informação sobre os animais disponíveis, escreva para o e-mail relacionado. Nenhum desses médicos recebe animais.

Muitos desses profissionais participam de feiras de adoção, outra opção para encontrar um companheiro de quatro patas. Clique aqui para visualizar algumas das feiras realizadas pelo país. Freqüente, também, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da sua cidade abriga animais precisando do carinho e atenção que apenas um verdadeiro lar pode oferecer.

Maturidade
Considere a adoção de animais adultos.Filhotes são fofinhos, mas adotar um peludo com mais de dois anos é tão gratificante quanto criar um bebê. O cão nessa idade já tem personalidade e tamanho definidos, o que torna possível reconhecer o bicho ideal para cada pessoa, além de já ter perdido o incômodo hábito de morder tudo o que vê pela frente.

Opiniões de que animais adotados já adultos não reconhecem seus adotantes como donos ou que eles são incapazes de serem educados não passam de mitos (leia mais).

Antes de adotar...
Ao intermediar milhares de castrações e doações em seus 15 anos de existência, em projetos como o de Taboão da Serra ou em iniciativas pioneiras de adoção como o Adotamóvel e o projeto Adotar é Tudo de Bom, a ARCA Brasil reuniu um extenso e material para assessorar essa atitude.

Confira o Teste do Proprietário Responsável, os 10 Mandamentos da Posse responsável, o folder Amigo é Para Sempre, o artigo Antes de adotar, pense... e as dicas “Os primeiros passos do cão em seu novo lar.

Agradecimento: Renato Neto – Projeto Natureza em Forma e Fabiana Augusto Pereira – estudante de veterinária e integrante do Amigos de Pêlo. Os dois projetos promovem a adoção de animai.

Publicado originalmente pelo site da Arca Brasil (http://www.arcabrasil.org.br/noticias/0903_adocao.html)

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